"Nun, Pelo cálamo e pelo que com ele escrevem,"
"Que tu (ó Mensageiro) não és, pela graça do teu Senhor, um energúmeno!"
"Em verdade, ser-te-á reservada uma infalível recompensa."
Porque és de nobilíssimo caráter.
"Logo verás e eles também verão,"
"Quem, dentre vós, é o aflito!"
"Em verdade, teu Senhor é o mais conhecedor de quem se desvia da Sua senda, assim como é o mais conhecedor dos encaminhados."
"Não dês, pois, ouvidos aos desmentidores,"
"Porque anseiam para que sejas flexível, para o serem também."
"E jamais escutes a algum perjuro desprezível,"
"Detrator, mexeriqueiro,"
"Tacanho, transgressor, pecador,"
"Grosseiro e, ademais, intruso."
"Ainda que possua bens e (numerosos) filhos,"
"Aquele que, quando lhe são recitados os Nossos versículos, diz: São fábulas dos primitivos,"
Marcá-lo-emos no nariz!
"Por certo que os provaremos (o povo de Makka) como provamos os donos do pomar, ao decidirem colher os seus frutos ao amanhecer,"
Sem a invocação (do nome de Deus).
"Porém, enquanto dormiam, sobreveio-lhes uma centelha do teu Senhor."
"E, ao amanhecer, estava (o pomar) como se houvesse sido ceifado."
"E, pela manhã, confabularam mutuamente:"
"Ide aos vossos campos, se quereis colher!"
"Foram, pois, sussurrando:"
Que não entre hoje (em vosso pomar) nenhum necessitado.
E iniciaram a manhã com uma (injusta) resolução.
"Mas, quando o viram daquele jeito, disseram: Em verdade, estamos perdidos!"
"Em verdade, estamos privados de tudo!"
E o mais sensato deles disse: Não vos havia dito? Por que não glorificastes (Deus)?
"Responderam: Glorificado seja o nosso Senhor! Em verdade, fomos iníquos!"
E começaram a reprovar-se mutuamente.
"Disseram: Ai de nós, que temos sido transgressores!"
"É possível que o nosso Senhor nos conceda outro (pomar) melhor do que esta, pois voltamo-nos ao nosso Senhor."
Tal foi o castigo (desde mundo): mas o castigo da outra vida será ainda maior. Se o soubessem!
"Em verdade, para os tementes, haverá jardins do prazer, ao lado do seu Senhor."
"Porventura, consideramos os muçulmanos, tal como os pecadores?"
O que há convosco? Como julgais assim?
"Ou, acaso, tendes algum livro em que aprendeis,"
A conseguir o que preferis?
"Ou possuís, acaso, a Nossa promessa formal, até ao Dia da Ressurreição, de conseguirdes tudo o que desejardes?"
Pergunta-lhes qual deles está disposto a assegurar isto?
"Ou têm, acaso, parceiros (junto a Mim)? Que os apresentem, pois, se estiverem certos!"
"No dia em que a perna fica nua, em que forem convocados à prostração e não o conseguirem."
"Seus olhares serão de humilhação, cobertos de ignomínia, porque foram convidados à prostração, enquanto podiam cumpri-la (e se recusaram)."
"Deixe-Me, pois, a sós com os que desmentem esta Mensagem. Logo os aproximaremos do castigo, gradualmente, de onde menos esperam."
"E os tolerarei, porque o Meu plano é firme."
Acaso lhes exiges recompensa e por isso lhes pesa o débito?
"Ou estão de posse do incognoscível, e podem descrevê-lo?"
"Persevera, pois (ó Mensageiro), até ao juízo do teu Senhor, e não sejas como aquele que foi engolido pela baleia (Jonas), quando, angustiado, (Nos) invocou."
"Se não o tivesse alcançado a graça do seu Senhor, certamente teria sido arrojado sobre a orla desértica, em desgraça."
"Porém, o Senhor o elegeu e o contou entre os virtuosos."
"Se pudessem, os incrédulos far-te-iam vacilar, com os seus olhares (de rancor), ao ouvirem a Mensagem. E dizem: Em verdade, é um energúmeno!"
E este (Alcorão) não é mais do que uma mensagem para todo o universo.
